O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM, O CORAÇÃO PODE SENTIR

Quatro anos desde que por último estivemos com o Luciano, ele partiu,...., infelizmente ele não se foi para uma viagem, ou mesmo de mudança, ele se afastou mesmo, pelo menos fisicamente, e nunca mais pudemos o tocar, ouvir sua voz, ver suas expressões e reações. Aos nossos olhos não o podemos ver mais, mas Deus nos dá o privilegio de continuar o sentindo como se presente estivesse.

Sempre gostei de ouvir os ditados populares, por eles expressarem a cultura e crença de um povo. Contudo, por outro lado, através de meu senso critico, observo nas pessoas a vulnerabilidade em suas capacidades de emitirem sentimentos próprios por estarem muitas vezes reféns destas ditas máximas. Será que podemos concordar que "pau que nasce torto, morre torto"? ou "quem muito espera, se desespera" ? e "O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM, O CORAÇÃO NÃO SENTE" ? Pois é, e é especificamente sobre este último ditado que gostaria de falar, e o desmistificar, porque a lógica dos homens não é a de Deus.

A dolorosa saudade que sentimos pela falta do Luciano é muitas vezes alimentada, e outras vezes supridas por lembranças que vem de repente ao nosso encontro. Uma musica, uma pessoa, um lugar, uma palavra, um objeto, a feição de outra pessoa, um movimento que seja, pode nos surpreender com uma lágrima descendo de nossos olhos, aí, este é o sinal que cabe a nós aproveitar aquele momento, porque é o nosso coração se encontrando com o Luciano. 

Nestes quatro anos distantes do Luciano pudemos aprender que o sentimento da saudade, tão temido pelas pessoas, no nosso caso é a forma mais gostosa que descobrimos para sentir a presença do Luciano. Se a saudade é o amor que fica, justifica o que William Shakespeare disse que "o amor não se vê com os olhos, mas com o coração." Glória a Deus, que nossos corações sentem o que nossos olhos não podem mais ver.