MÚSICA, A MANIFESTAÇÃO DO SENTIMENTO

Música nada mais é do que uma combinação de sons e silêncio, dentro de uma determinada variação de tempo. Assim, os próprios sons da natureza, ou a movimentação frenética do dia a dia, pode se  tornar em uma belíssima e harmoniosa música, ou quando composta por uma pessoa, retrata a manifestação do seu sentimento, que em qualquer um dos casos, é capaz de conduzir as emoções do seu ouvinte, para alegria ou tristeza, euforia ou reflexão, saudade ou relaxamento, enfim nos faz viajar.

Dias atrás, eu estava dirigindo meu carro na companhia da Sissi, e como sempre ouvindo música. Eu digo como sempre, porque temos com ela uma grande afinidade, o que a faz presente em todos os momentos de nossas vidas. Derrepente minhas emoções afloraram, e quando olho para Sissi suas lágrimas desciam em seu rosto, e perguntei a ela se ela estava lembrando do Luciano, e ela responde, “esta música é a cara dele”, e eu completo, “não,... o Luciano é a própria música”. Sob muita emoção, saudade e euforia provocada pela melodia da música, continuamos conversando... dizendo que não precisamos fazer muito esforço para entender que a vida do Luciano foi uma bela composição, a qual teve durante toda a peça, momentos de uma harmonia de Paganini, da forte batida de Vinnie Moore, à poesia de Vinicius de Morais.

Recentemente fomos a um concerto de Bon Jovi em Nova Iorque, e como eu entendo que todo mundo tem uma trilha sonora que ilustra sua personalidade, lá eu vi a Sissi através de uma música, a Priscila na letra de outra, mas o Luciano, eu o senti foi na batida dos acordes.  A falta que o Luciano nos faz pode ser lembrada pela belíssima composição de Beethoven, “Moonlight Sonata”, entretanto o que fica no final é o ritmo alegre de Bon Jovi em “Who Says You Can't Go Home”.